Trump diz que Estados Unidos têm "controlo total" sobre a Venezuela
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na segunda-feira que o país tem "controlo total" sobre a Venezuela, o que coloca os Estados Unidos na posse de "50% do petróleo mundial".
Numa entrevista ao apresentador da emissora Fox News, Sean Hannity, Trump declarou que Washington controla a Venezuela e que destacou representantes norte-americanos para o país.
"Temos controlo total sobre a Venezuela. Colocámos lá as nossas pessoas. Temos imenso petróleo", afirmou.
O Presidente destacou ainda o peso das reservas petrolíferas dos dois países, sustentando que, somadas, as reservas dos Estados Unidos e da Venezuela representam mais de 50% do petróleo mundial.
"Agora temos mais do que a Arábia Saudita, a Rússia e o país seguinte com maiores reservas, todos juntos", garantiu.
As declarações surgem num contexto de crescente preocupação com o aumento do custo de vida. De acordo com uma sondagem do Pew Research Center publicada em outubro, 74% dos norte-americanos estão muito preocupados com os preços dos combustíveis e da energia, face aos 43% registados em janeiro, antes do início da guerra com o Irão.
O conflito contribuiu igualmente para uma subida do preço médio nacional da gasolina simples, que passou de 2,98 dólares (2,57 euros) para 4,25 dólares por galão (3,67 euros), um aumento de 42,4 por cento, segundo dados da Universidade Brown baseados nos registos diários da Associação Automóvel Americana.
A economia e o custo de vida tornaram-se os principais temas da campanha eleitoral. Uma sondagem AP-NORC divulgada em Outubro revelou que 79% dos eleitores desaprovam a forma como Trump tem gerido o custo de vida, enquanto 84% consideram esta questão uma das mais importantes na decisão de voto.
As eleições de terça-feira vão determinar a renovação dos 435 lugares da Câmara dos Representantes e um terço do Senado.
Os republicanos procuram manter o controlo das duas câmaras do Congresso, enquanto os democratas tentam recuperar a maioria legislativa e limitar a margem de manobra de Trump durante a segunda metade do mandato.